Vereda das Águas: saneamento ecológico da unidade de beneficiamento de frutas em Telhas

Vereda das Águas: saneamento ecológico da unidade de beneficiamento de frutas em Telhas

Concluindo as atividades do projeto Vereda das Águas, financiado pelo Fundo Casa, foi construído um sistema de tratamento ecológico de esgoto. Através dessa tecnologia social, o saneamento ecológico das águas servidas (cinzas), produzidas a partir da lavagem de frutas e dos esquipamentos agroindustriais, e das águas negras, oriundas dos vasos sanitários, passam por um tratamento (filtragem biológica) e posterior reaproveitamento através de um sistema de irrigação subterrânea. No caso específico das águas negras, ela é canalizada para uma Bacia de Evapotranspiração – BET. O processo de construção, que teve um caráter prático e pedagógico, foi conduzido pelos instrutores Tiago Silva e Carlos Píffero.

A partir deste sistema, a água que chega até a unidade de beneficiamento de frutas, onde é produzida a cajuína Tremembé, perpassa um ciclo virtuoso. Além de não poluir o lençol freático, a água é reaproveitada na irrigação de frutíferas como bananeira e mamoeiro.

Vereda das Águas

O projeto “Vereda das Águas”, aprovado no segundo edital de 2015 do Fundo Casa, visa assegurar a sustentabilidade hídrica, sanitária e ambiental da unidade de beneficiamento de frutas da comunidade de Telhas por meio de estruturas de captação e armazenamento de água e na destinação ecologicamente sustentável dos efluentes produzidos no local.

Além do sistema de tratamento ecológico citado acima, o projeto também proporcionou a construção de duas cisternas para captação das águas das chuvas, com capacidade total de 104 mil litros de água. A água armazenada garante o funcionamento da unidade produtiva no período mais seco do ano. As ações do projeto Vereda das Águas visam agregar valor aos produtos indígenas beneficiados na unidade a partir do viés da sustentabilidade socioambiental. No local, os Tremembé produzem desde bolos diversos e tapiocas, que vão para a merenda escolar do município de Acaraú, até doces, geleias, melado de caju e a cajuína orgânica Tremembé, produzida a partir de conhecimentos tradicionais.

Embora tenham sido construídas com uma finalidade produtivas, as cisternas também cumprem uma função social e solidária, na medida em que são utilizados como fonte de água potável por algumas famílias da aldeia, já que a água que chega às casas vinda dos poços profundos não são próprias para consumo pelo seu alto grau de salinidade.

Com a melhor quadra chuvosa dos últimos cinco anos, os reservatórios estão prestes a atingir a capacidade máxima, garantindo água por todo o ano de 2017.

Fotos:

Tiago Silva

Ronaldo Santiago

Liana Dodt

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Comentários
  • Attilio Zolin
    Responder

    Parabéns a toda equipe que trabalhou para a conclusão deste projeto!

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