Vereda das Águas: Oficina de Gestão de Recursos Hídricos (GRH)

Vereda das Águas: Oficina de Gestão de Recursos Hídricos (GRH)

A oficina de Gestão de Recursos Hídricos – GRH, uma das ações formativas do projeto Vereda das Águas, foi realizada nos dias 21 e 22 de junho de 2016, com duração de 16 horas/aula e coincindiu com a conclusão da construção e entrega das duas cisternas. A atividade foi ministrada pelo instrutor Elviro Bezerra, vinculado à Escola de Formação Política e Cidadania Paulo Freire – ESPAF, instituição com larga experiência nas políticas de convivência com o semiárido. A atividade contou com a participação das mulheres, jovens, alunos e professores da escola indígena da aldeia.

No primeiro dia, o instrutor Elviro apresentou as atividades que vem sendo realizadas pelas instituições que fazem parte da Articulação no Semiárido Brasileiro – ASA, contextualizando o surgimento dessa articulação, o território onde ela está atuando e ressaltando que iniciativas como o Programa 1 Milhão de Cisternas – P1MC e o Programa Uma Terra de 2 Águas – P1+2, foram frutos do trabalho de diversas entidades da sociedade civil que buscavam atender aos anseios da população nordestina, tendo como fator determinante o abandono das políticas emergenciais que ao longo dos anos vinham sendo implantadas no Nordeste sem consultar a população, nem respeitar as condições ambientais e culturais de cada lugar. Ao longo dos anos, ficou muito evidente a ineficiência do modelo adotado até então como a construção de grandes reservatórios e canais de irrigação.

Esse momento objetivou situar os indígenas sobre o contexto em que aparecem essas tecnologias e como elas se conectam com os fatores sociais, econômicos e ambientais característicos do semiárido brasileiro.

No momento seguinte, através de vídeos foram abordadas algumas experiências e lições de outras comunidades que receberam cisternas e que tem implementado boas práticas no uso dos recursos hídricos.

No segundo dia, a comunidade relembrou as experiências apresentadas no dia anterior e que lições aprenderam no que se refere às boas práticas e os cuidados com a manutenção dos equipamentos e a correta gestão das águas.

Dando continuidade a esse tema, na parte final da oficina todos os componentes que envolvem a tecnologia social das cisternas foram abordados: limpeza, cuidados com a manutenção dos reservatórios, calhas, canos, etc. Foram realizados ainda os cálculos da capacidade de armazenamento dos reservatórios e em seguida como se fazer bom uso da água com utilização consciente, evitando os desperdícios e efetivamente realizando uma adequada gestão dos recursos hídricos, não somente na unidade de beneficiamento, mas na comunidade em geral.

Ao final da oficina, as mulheres indígenas manifestam a intenção de lutar para que as cisternas de 16 mil litros (para as residências) sejam implantadas na comunidade. Para isso, pretendem se articular com as instituições parceiras da comunidade indígena e fortalecer a luta para que a comunidade de Telhas seja incluída na área de abrangência das políticas de convivência com o semiárido.

 

 

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