PGTA Tremembé – 4º Módulo (etnozoneamento)

PGTA Tremembé – 4º Módulo (etnozoneamento)

Nos dias 12, 13 e 14 de maio, foi realizado o 4º módulo do PGTA Tremembé, referente ao etnozoneamento. Esta etapa visa fundamentalmente duas ações: qualificar as áreas definidas e identificadas nos etnomapas pelos Tremembé em seus respectivos territórios. Na etapa anterior, no etnomapeamento, as lideranças e demais participantes puderam não somente mapear, mas também fazer um diagnóstico da situação atual das terras indígenas.

De posse dessas informações, no etnozoneamento os participantes tem a oportunidade de iniciar o planejamento dessas zonas no que se refere aos seus usos, as formas gestão, a delimitação das áreas reservadas, bem como as aquelas que precisam ser recuperadas.  Portanto, no etnozoneamento se planeja não só o presente, mas sobretudo o futuro das comunidades e de seus territórios.

Partindo desse entendimento, as atividades do módulo se dividiram em períodos em sala e em atividades de campo. No primeiro dia, os representantes de todas as comunidades das duas terras indígenas se reuniram em seus respectivos grupos para qualificarem e validarem os mapas das etnozonas. De posse dos mapas impressos, os indígenas puderam fazer as últimas mudanças nos mapas, principalmente no que se refere à criação de novas zonas, modificação de limites, a finalidade, entre outros aspectos.

A partir da intensa discussão produzida no dia anterior, os participantes e a equipe técnica foram à campo. Nos dois dias seguintes, foram realizadas caminhadas pelas duas terras indígenas, começando pela TI. Queimadas e em seguida, a gleba 2 do Córrego João Pereira e parte d gleba 1, precisamente na comunidade do Capim Açu.

As caminhadas foram importantes para o trabalho da equipe técnica pois  permitiram a coleta de dados in loco: fotos, vídeos e informações sobre a fauna, flora, solos, etc., bem como a história e o simbolismo de alguns lugares. No entanto, mais importante que isso, as caminhadas pelas terras indígenas possibilitaram, sobretudo, a socialização do conhecimento sobre a terra para todos os participantes, já que alguns indígenas não conheciam todos os cantos da terra indígena, bem como seus marcos, paisagens e sua importância.

Além disso, as caminhadas coletivas mobilizaram entre 40 e 50 pessoas, entre os quais participam crianças, jovens, idosos, homens e mulheres, promovendo uma experiência única. Outro aspecto positivo foi a participação dos indígenas  de todas as comunidades nas caminhadas, o que permite aos participantes terem conhecimento sobre a terra e os recursos naturais dos parentes vizinhos. Mostra também a integração dos Tremembé das duas terras indígenas.

 

Créditos

Fotos: Dedita Ferreira, Kélia Viana, Bruna Araújo e Iago Barreto

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